Programas

Visa principalmente a proteção de direitos territoriais como forma de alcançar a justiça socioambiental e climática.
As comunidades tradicionais, como povos indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais e urbanos, são as mais impactadas pela injustiça ambiental e pela crise climática, frequentemente ameaçadas por grandes empreendimentos que invadem seus territórios.
No entanto, esses grupos são também os guardiões fundamentais do meio ambiente, detentores de saberes que preservam a biodiversidade e enfrentam a emergência do clima.
O CMA atua em regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha e o Norte do estado, onde esses conflitos são intensos, para defender os direitos desses povos e promover a justiça socioambiental e climática. Nossa atuação, conectada às perspectivas de raça e gênero, busca enfrentar desigualdades históricas por meio de três frentes interligadas.
Trabalhamos pela segurança territorial, defendendo territórios tradicionais contra violações através de educação popular, assessoria jurídica e incidência política para garantir a titulação de terras e o respeito a protocolos de consulta.
Promovemos a justiça socioambiental e os direitos da natureza, atuando para que ecossistemas sejam reconhecidos como sujeitos de direito. Para isso, realizamos pesquisas, fortalecemos a organização comunitária e conduzimos campanhas para influenciar o debate público.
Por fim, atuamos pela justiça climática no campo e nas cidades, elaborando políticas públicas que partam do conhecimento tradicional. Sistematizamos tecnologias sociais das comunidades, criamos propostas de políticas e incidimos em fóruns nacionais e internacionais para colocar essas soluções no centro do enfrentamento à crise climática.
Desta forma, nosso programa visa proteger os territórios, fortalecer os modos de vida tradicionais e construir uma transição ecológica verdadeiramente justa e popular.
